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França domina o Iraque em jogo com paralisação por tempestade e se classifica; Mbappé encosta em Messi

23/06/2026 - 13:48 - Esportes

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França domina o Iraque em jogo com paralisação por tempestade e se classifica; Mbappé encosta em Messi

França domina o Iraque em jogo com paralisação por tempestade e se classifica; Mbappé encosta em Messi

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Atacante marca duas vezes e chega aos 16 em Mundiais; jogo ficou mais de duas horas paralisado


Demorou duas rodadas, mas um dos grandes temores que rondavam a Copa do Mundo se concretizou. O duelo entre França e Iraque, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pelo Grupo I da competição, foi o primeiro do torneio paralisado pelo protocolo climático, devido à aproximação de uma tempestade de raios. Mas o que passou como um raio pelo campo mesmo foi Kylian Mbappé, autor de dois gols na vitória francesa por 3 a 0, sem grandes dificuldades. Resultado que garantiu os bleus no mata-mata. 


Os gols do atacante de 27 anos vieram no mesmo dia em que Lionel Messi se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo de forma isolada, com 18 gols, e mantiveram o jogador do Real Madrid na cola do veterano argentino. Agora, Mbappé soma 16 gols em Mundiais. Superou os 15 de Ronaldo Fenômeno (tornando-se o atleta mais rápido a fazê-lo, chegando aos 15 em 16 jogos) e igualou o número de gols do alemão Miroslav Klose. Está a dois de Messi.


O atacante abriu o placar antes do intervalo (quando se deu a paralisação), em momento em que a França já sufocava os frágeis iraquianos e o gol parecia questão de tempo. Foi numa bola perdida pela equipe asiática no próprio campo de defesa, que terminou com Olise entregando para Kylian. O camisa 10 soltou uma bomba cruzada da entrada da área, contando com a colaboração do goleiro Basil. 


O gol facilitou o trabalho dos bleus, que passaram boa parte do primeiro tempo trocando passes no campo de ataque. O Iraque se acertou defensivamente após a parada para hidratação e dificultou um pouco a criação de espaços por parte dos comandados de Didier Deschamps. Por outro lado, pouco ameaçava na transição. 


A resistência iraquiana, porém, ruiu após a longa paralisação no intervalo. A chuva forte que já caía no fim do primeiro tempo se transformou em tempestade de raios nos arredores do estádio. Nos telões, o aviso era claro: “uma tempestade de raios severa está se aproximando”. Em pouco tempo, as arquibancadas do estádio esvaziaram, em procedimento de evacuação previsto no protocolo. Os 15 minutos regulamentares de intervalo ganharam 30 adicionais, e a partida foi retomada mesmo pouco mais de duas horas depois. Pelo protocolo, é necessário que não haja queda de raios num raio de oito milhas (12 quilômetros ao redor do estádio) num espaço de 30 minutos. Caso contrário, a contagem é reiniciada.


Encerrada a paralisação, com o tempo de retorno do público e de aquecimento das equipes — além do trabalho do clássico rodo por parte dos funcionários da Fifa, que retiraram o excesso de água do campo —, a partida voltou praticamente ao mesmo tempo em que o duelo entre Noruega e Senegal, do mesmo grupo, penúltimo jogo do dia, se iniciava em Nova Jersey, vizinha de Rio Delaware. Jogo marcado para as 21h (de Brasília), que também foi considerado de risco climático horas antes de seu início. 


Na volta, o que se viu foi um passeio francês. Os bleus ampliaram após um erro bisonho em cobrança de tiro de meta. Na saída, o zagueiro Tahseen não encontrou o goleiro Basil e nem seu companheiro Hashem. Resultado: a bola sobrou nos pés de Dembélé, que só tocou para Mbappé, vindo de trás, marcar seu 16º gol em Copas do Mundo. Foi seu quarto na atual edição. 


A pressão francesa seguiu, e o time acertou a trave duas vezes. A primeira, no que seria um golaço de Olise. O meia-atacante recebeu de Mbappé e deu uma cavadinha caprichosa, que ricocheteou no travessão. Barcola foi o segundo a parar na trave. 


Quem também teve ótima chance de ampliar foi Rabiot, que ficou com a sobra, debaixo da trave, de ótimo chute de Dembélé defendido (com rebote) por Basil. Mas acabou cabeceando para fora.


Não fez muita falta, já que o próprio Dembélé completou a vitória. Após belo passe de Olise, que espetou para a entrada da área, o atual dono da Bola de Ouro bateu firme na saída de Basil e completou o placar. Deschamps ainda reforçou o ataque com Cherki e Doué, mas o jogo estava controlado. 


A atual vice-campeã mundial exerce seu favoritismo e vai para seu quarto mata-mata consecutivo de Copas do Mundo. E a disputa geracional entre Messi e Mbappé já é a melhor história do torneio.

 

 

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