27/06/2026 - 03:19 - Esportes
Dembelé se igualou a Just Fontaine e Mbappé, únicos que haviam marcado três gols em um mesmo jogo de Copa do Mundo pela França. A vantagem no placar fez a França perder mobilização na partida ao longo da 2ª etapa e correr alguns riscos. Bom para Maignan, que apareceu pela primeira vez com muito destaque na competição. Defendeu um pênalti que poderia ter mudado a história da partida.
Escalações
Já classificada para a próxima fase, a Noruega deu preferência a preservar seus jogadores. Entre os que costumam iniciar as partidas, apenas Aursnes foi titular. Atuou como lateral-direito. Os outros dez escolhidos são reservas do técnico Stale Solbakken.
Já Didier Deschamps, ausente em virtude do falecimento de sua mãe, preservou apenas Saliba. Lacroix fez dupla de zaga com Upamecano. Koné seguiu no meio e fez dupla de volantes com Tchouaméni. Rabiot ficou no banco. Doue votou ao time. Barcola saiu.
O jogo
O time reserva do adversário e a situação tranquila na tabela poderiam supor uma França relaxada. Mas não foi o que vimos assim que a bola rolou. Os franceses pareciam disputar uma final de Copa do Mundo. Tamanha a agressividade e o apetite para fazer valer a diferença técnica teórica entre os times que estavam no gramado naquele momento. Antes dos 20 minutos já vencia por 2x0.
É claro que isso foi potencializado pela postura norueguesa, que não se fechou para esperar a melhor seleção tomar a iniciativa. Buscou atacar com algumas combinações que depois funcionariam, foi agressiva para tentar marcar na frente. Sem a melhor coordenação ou potencial para fazer isso, acabou varrida pelo time mais talentoso desta Copa. Não acertou nenhuma transição defensiva.
Dembelé foi o grande nome da 1ª etapa com três gols. Dois deles muito parecidos. Transições rápidas iniciadas pelo lado esquerdo, seguidos por uma inversão rápida para o lado direito na sequência. No mano a mano com o lateral Bjorkan, o atacante do PSG fez o que quis. Esbanjou a sua genial ambidestria com aulas de finalização, controle de bola e capacidade de drible.
No terceiro tento, ele se aproveitou da troca de passes rápida da França na intermediária e recebeu de Tchouaméni dentro da área. Chamou a atenção a intensidade com que os Le Bleus fizeram as ações no campo de ataque. Seja em fase ofensiva, transições ou em pressões na saída de bola, o time foi muito competitivo e afinado. Mbappé, Koné, Doué e OIise se destacaram em lances diferentes.
O placar parcial poderia ter sido muito pior para os Vikings. O goleiro Selvik evitou pelo menos outros quatro gols em excelentes intervenções. Foram 14 finalizações francesas em 50 minutos de futebol no 1º tempo. Um arremate a cada três minutos praticamente. Avalanche!
A Noruega teve sua ousadia contemplada com um gol de Aasgaard quando o placar já marcava 2x0. Ele buscou boas tramas com Schjelderup pela esquerda, e deu bastante trabalho a Tchouaméni. Upamecano se destacou defensivamente em uma França que não tinha a mesma energia para pressionar a bola quando recuava para marcar.
Os noruegueses voltaram sem Bjorkan, atropelado por Dembelé. Pedersen entrou improvisado na lateral-esquerda. No meio, Thorstvedt deu lugar a Thorsby. Os Vikings mantiveram-se ofensivos e perderam uma ótima oportunidade de botar fogo no jogo. Oscar Bobb fez grande jogada aos dois minutos do 2º tempo e sofreu pênalti de Théo Hernández. Strand Larsen bateu mal e Maignan pegou.
Ostigard assustou ao resvalar uma batida de escanteio pela esquerda. Oscar Bobb não apareceu só na jogada em que sofreu o pênalti. Foi mais constante e gerou problemas para Théo Hernández. Teve boa chance para diminuir o placar após ótima jogada de Aasgaard, mas foi outro a parar no excelente Maignan. Mesmo sem seus principais jogadores, a Noruega era mais criativa depois do intervalo.
Os contragolpes franceses eram menos constantes na 2ª etapa, mas Mbappé seguia correndo como se fosse alguém em busca de uma vaga no time. Dembelé, o craque do jogo, foi sacado um pouco antes da metade do tempo final. Cherki entrou. Doue foi outro a dar lugar a Barcola. Konaté substituiu Upamecano aos 30 minutos.
A queda de concentração dos franceses ficou bem evidente a medida que o tempo foi passando. os erros aumentaram e a Noruega se manteve mais interessada. O titular Nusa foi lançado por Solbakken para a reta final do jogo. Heugen também. Eles substituíram os pontas Schjelderup e Oscar Bobb. Pouco depois foi a vez de Mbappé e Koundé deixarem o campo. Mateta e Malo Gusto entraram.
Já nos acréscimos os franceses transformaram o triunfo em goleada. Barcola, que entrou novamente bem pela esquerda, cruzou na cabeça de Doué. O camisa 20 marcou o seu primeiro gol no Mundial, o quarto de sua seleção, que volta a jogar na próxima terça-feira, ainda sem adversário definido.
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