Em plena pandemia: Congresso aumenta para quase R$ 6 bilhões de reais, valor do fundo eleitoral

16/07/2021 - 21:14 - Gerais

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Em plena pandemia:  Congresso aumenta para quase R$ 6 bilhões de reais, valor do fundo eleitoral

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Aniversário Patos PB

 

 

 

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (15), em plena pandemia, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, que prevê o aumento no valor dos recursos destinados para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundo eleitoral, para financiamento das campanhas políticas.

 

 

O fundo custará aos cofres públicos o valor de R$ 5,7 bilhões em 2022, ano de eleições presidenciais, o que representa quase três vezes do valor registrado em 2018 e em 2020, anos eleitorais em que o fundo era de R$ 2 bilhões. Em um primeiro momento da sessão, o projeto foi aprovado pelos deputados e em seguida, pelos senadores.

 

 

O relator do projeto, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), incluiu um dispositivo que prevê que, além de ser composto por uma parte das emendas de bancada estaduais, o fundo receberá 25% dos recursos que a Justiça Federal teve em 2021 e terá em 2022.

 

 

“Esta Casa Legislativa, se aprovar uma LDO com quase R$ 6 bilhões, para campanha politica, estará escarrando na cara do cidadão brasileiro, que paga imposto na gasolina, paga o custo da inflação nas gôndolas de supermercado e paga a incompetência crônica deste país com mais dinheiro para campanha de políticos”, disse o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS).

 

 

A repercussão do novo valor para o Fundo de Financiamento Eleitoral, tem sido bastante negativa nas redes sociais, se contrastando com a maior crise sanitária que o país vem atravessando em sua história, além de constantes aumentos em produtos essenciais ao custo de vida da população.

 

 

 

Entre os paraíbanos, os senadores, Veneziano Vital (MDB), Nilda Gondim (MDB) e Daniella Ribeiro (PP), votaram a favor do aumento, posição igual a dos deputados Aguinaldo Ribeiro (PP), Efraim Filho (DEM), Rafafá (PSDB), Julian Lemos (PSL), Hugo Motta (Republicanos), Leonardo Gadelha (PSC) e Wilson Santiago (PSC).

 

 

 

Apenas Frei Anastácio (PT) e Gervásio Maia (PSB) votaram contra o texto, enquanto que Wellington Roberto (PL), Damião Feliciano (PDT) e Edna Henrique (PSDB) não participaram da votação.

 

 

Blog do Jordan Bezerra