26/03/2022 - 16:13 - Gerais
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O conceituado psicólogo e psicoterapeuta brasileiro, Leo Fraiman, bastante conhecido nas redes sociais afirmou que a tragédia envolvendo a família patoense do sargento Benedito (Bené), onde um adolescente, seu filho, matou a mãe, o irmão e baleou o pai, pode ser classificada como um surto psicótico ou sociopático.
Leo Fraiman entendeu o momento de um surto, como uma cisão, ou seja, rompimento com a realidade, mas alertou que por não tido a oportunidade de conversar com o garoto, a análise não representa um laudo psicodiagnóstico, não podendo dizer que o adolescente é um psicopata ou sociopata.
Segundo ele, é necessário se solidarizar com a família e evitar pré-julgamentos, e alertou que nenhum ser humano está completamente livre de sofrer um surto psicótico, sociopático ou esquizofrênico, apesar de ser classificada como uma condição muito rara.
O psicólogo acrescentou que só é possível ter a noção do que pode ter levado o adolescente a praticar tal ação, entrevistando o garoto, e observando aspectos como a estrutura da família, e a história de vida do jovem, mas alertou que a situação raramente acontece do nada.
Quanto a influência dos jogos violentos, como dito pelo pai do adolescente, Leo Fraiman observou que existem muitas evidências de que a prática constante de uso de jogos violentos torna a pessoa mais afeita e propensa a achar que violência é normal, mas alertou os pais para não normalizarem o uso constante dos jogos violentos, pois segundo ele, existe um porque para essa pessoa estar procurando esse tipo de conteúdo e dando foco em algo que é violento e não colaborativo e cooperativo: “Disputar jogos, esportes, games, ok. Mas tendo como base da vida o consumo de violência, isso torna o cérebro da pessoa mais sensível a achar que isso é normal”, comentou.
Ele chamou a atenção para o papel dos pais em desempenharem equilíbrio entre se mostrarem firmes, porém amorosos com os filhos: “Procurar esse tão importante equilíbrio entre o afeto e a firmeza pode fazer uma grande diferença pra que a gente não crie uma pessoa que cultiva a violência”, esclareceu.
Leo Fraiman concluiu sua fala fazendo uma reflexão: “Se a vida tem sentido, e se o sofrimento e a dor fazem parte da vida, é nossa obrigação pensar sobre o sentido da vida na alegria e na tristeza, e aprendermos com as tragédias. Olharmos pra uma situação e sair do susto pra parar pra pensar como tá sendo no meu lar: o sono, as tarefas, o afeto, o olhar, a escuta, a presença; lembre que pais e mães emponderados educam melhor e que filhos respeitam pais e mães que se respeitam e há sim um caminho para uma educação equilibrada entre o afeto e a firmeza”, finalizou.
Blog do Jordan Bezerra
Com informações do Patosonline.com
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