Previsão para janeiro de 2026 não é boa para recarga dos mananciais da região de Patos, diz meteorologista; vídeo

04/01/2026 - 22:39 - Gerais

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Previsão para janeiro de 2026 não é boa para recarga dos mananciais da região de Patos, diz meteorologista; vídeo

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Em contato com o Blog do Jordan Bezerra neste domingo, dia 4 de janeiro, o consultor meteorológico do agronegócio Rodrigo Cézar Limeira fez um alerta importante sobre o comportamento das chuvas no mês de janeiro e a situação preocupante dos grandes açudes do interior do Nordeste.

 

Segundo Rodrigo Cézar, a perspectiva para janeiro não é favorável para a recarga dos grandes reservatórios, especialmente no interior da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará. A previsão aponta para chuvas na média ou abaixo da média em grande parte dessas regiões, com poucas exceções pontuais.

 

De acordo com o especialista, áreas do sul do Ceará tendem a registrar chuvas entre a média e acima da média. Situação semelhante pode ocorrer em alguns pontos do Oeste da Paraíba, como regiões de Sousa, Cajazeiras e locais isolados do Vale do Piancó, onde há possibilidade de volumes dentro da normalidade ou ligeiramente superiores. No entanto, ele destaca que esse comportamento não será homogêneo.

 

Já regiões como Patos, Cariri paraibano, interior do Rio Grande do Norte, Centro-Norte do Ceará e parte do interior de Pernambuco devem enfrentar um cenário menos favorável, com maior probabilidade de chuvas abaixo da média histórica.

 

Rodrigo Cézar explicou que, entre os dias 8 e 11 de janeiro, podem ocorrer episódios de chuvas isoladas, mas reforça que não se trata de um evento generalizado. Segundo ele, são chuvas muito localizadas, que podem atingir um ponto específico e não alcançar áreas vizinhas, o que reduz significativamente o impacto sobre os reservatórios.

 

“Não estamos afirmando que vai chover em Patos, Sousa ou Cajazeiras nesses dias. Quando falamos em chuva isolada, muitas vezes acontece de não cair uma gota sequer em vários municípios dentro desse intervalo”, esclareceu.

 

O meteorologista afirma que o cenário climático pode apresentar alguma melhora na segunda metade de janeiro, mas, mesmo assim, a perspectiva para os grandes açudes continua sendo negativa. Ele explica que essa situação não é consequência apenas do ano de 2025, que já foi considerado ruim em termos de precipitações, mas sim de um acúmulo de anos consecutivos desfavoráveis desde 2021.

 

Rodrigo relembra que, após um ano de excelente recarga em 2020, quando diversos reservatórios sangraram, as estações chuvosas de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025 apresentaram baixos índices de recarga, muitas vezes inferiores a 30% nos principais açudes do interior da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Esse histórico resultou na atual condição crítica de muitos reservatórios, hoje praticamente secos ou em níveis muito baixos.

 

Sobre a chamada quadra chuvosa, que compreende os meses de fevereiro a maio no interior desses estados, Rodrigo Cézar informou que prefere adotar cautela. Ele afirmou que só divulgará uma previsão mais detalhada no final de janeiro, ressaltando que qualquer antecipação antes disso seria irresponsável do ponto de vista técnico.

 

“O Atlântico Sul até apresenta uma evolução relativamente favorável na faixa leste do Nordeste, mas para falar de quadra chuvosa com responsabilidade, precisamos aguardar mais dados”, concluiu.

 

A análise reforça a preocupação com o abastecimento hídrico no interior nordestino e chama atenção para a necessidade de planejamento e uso racional da água diante de um cenário que, ao menos em janeiro, não se mostra animador para os grandes açudes.

 

 

 

 

Blog do Jordan Bezerra