28/07/2026 - 22:34 - Gerais
A Caixa Econômica Federal vai distribuir R$ 13,042 bilhões do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a 138,2 milhões de trabalhadores. O valor, correspondente a 89% do resultado obtido pelo fundo em 2025, foi aprovado nesta terça-feira (28) pelo Conselho Curador do FGTS.
O fundo registrou lucro de R$ 14,7 bilhões em 2025. Terão direito à distribuição os trabalhadores que possuíam saldo em contas do FGTS em 31 de dezembro de 2025. Quem possui mais de uma conta também receberá o crédito em cada uma delas.
Com a distribuição, a rentabilidade do FGTS em 2025 ficará em 6,90%, superando em 2,53 pontos percentuais a inflação oficial do período, medida pelo IPCA, que fechou o ano em 4,26%. O rendimento atende à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que a remuneração do fundo não pode ser inferior à inflação.
Quanto cada trabalhador vai receber?
O crédito corresponde a um acréscimo de 1,8683% sobre o saldo existente em cada conta do FGTS em 31 de dezembro de 2025.
Confira alguns exemplos:
Saldo no FGTS Valor do lucro
R$ 500 R$ 9,34
R$ 1.000 R$ 18,68
R$ 2.000 R$ 37,37
R$ 5.000 R$ 93,42
R$ 10 mil R$ 186,83
R$ 50 mil R$ 934,17
R$ 100 mil R$ 1.868,34
Quando o dinheiro será depositado?
Pela legislação, os valores devem ser creditados nas contas vinculadas do FGTS até 31 de agosto. No entanto, a expectativa é que a Caixa antecipe os depósitos para a próxima semana.
No extrato do FGTS, o crédito aparecerá com a descrição:
“AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/2025”
Dinheiro não poderá ser sacado imediatamente
O lucro será incorporado ao saldo das contas do FGTS, mas não poderá ser retirado livremente. O saque só é permitido nas situações previstas em lei, como:
demissão sem justa causa;
aposentadoria;
compra da casa própria;
doenças graves e outras hipóteses legais.
Debate sobre o percentual
A definição do percentual distribuído gerou debate entre os integrantes do Conselho Curador. Representantes dos trabalhadores defenderam que 90% do lucro fosse repassado aos cotistas, enquanto representantes do setor empresarial argumentaram pela necessidade de preservar recursos para garantir a sustentabilidade do fundo.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que preside o conselho, defendeu a manutenção da distribuição de 89%, afirmando que o percentual garante rendimento acima da inflação e ajuda a formar uma reserva para anos em que a rentabilidade do FGTS seja menor.
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