Ninão, homem mais alto do Brasil, volta a caminhar com próteses desenvolvidas especialmente para seu corpo

02/11/2026 - 22:56 - Gerais

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Ninão, homem mais alto do Brasil, volta a caminhar com próteses desenvolvidas especialmente para seu corpo

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Prefeitura Patos - PB

 

O paraibano Joelison Fernandes da Silva, conhecido como Ninão, voltou a dar os primeiros passos após receber duas próteses feitas sob medida. Aos 41 anos e com 2,37 metros de altura, ele havia perdido as duas pernas em decorrência de complicações de saúde e agora enfrenta uma nova etapa de reabilitação, com o objetivo de recuperar a mobilidade e a independência.

 

A adaptação aos equipamentos e o retorno à caminhada foram acompanhados pelo programa Fantástico, da TV Globo. Devido às dimensões físicas de Ninão, as próteses precisaram ser projetadas especificamente para atender às suas necessidades e oferecer sustentação adequada.

 

A necessidade de adaptações acompanha o paraibano desde a infância. Em casa, por exemplo, móveis como a cama tiveram de ser ajustados à sua altura. Os calçados também sempre foram produzidos por encomenda, diante da dificuldade de encontrar modelos convencionais que servissem em seus pés.

 

Crescimento acelerado e diagnóstico de gigantismo

 

Segundo relatos da família, o desenvolvimento de Ninão ocorreu normalmente até os oito anos, quando começou a apresentar um crescimento muito acima do esperado. Aos dez anos, já media 1,70 metro. Aos 14, chegou a 1,96 metro, período em que recebeu o diagnóstico de gigantismo, condição relacionada à produção excessiva do hormônio do crescimento, frequentemente associada a um tumor benigno na hipófise.

 

Quando tinha 21 anos, ele já alcançava 2,29 metros. Posteriormente, passou por uma cirurgia para retirada do tumor, mas continuou crescendo e chegou aos atuais 2,37 metros.

 

As alterações hormonais também contribuíram para o desenvolvimento de resistência à insulina e diabetes. Com o passar do tempo, o quadro evoluiu para uma infecção óssea grave, conhecida como osteomielite. A doença levou à primeira amputação, realizada em 2021. Em 2024, a infecção atingiu a outra perna, tornando necessária uma segunda intervenção.

 

Próteses exigiram projeto especial e testes de resistência

 

A conquista dos novos equipamentos começou com uma mobilização feita por Ninão nas redes sociais. O pedido chegou a uma clínica especializada em Sorocaba, no interior de São Paulo, que assumiu o desafio de desenvolver próteses compatíveis com suas características físicas.

 

O processo de fabricação exigiu moldes de gesso personalizados e avaliações para garantir que as estruturas suportassem aproximadamente 185 quilos. Os componentes dos pés também foram submetidos a testes de resistência na Rússia, por meio de uma empresa parceira, e aprovados para suportar cargas de até 700 quilos.

 

De acordo com representantes envolvidos no projeto, foram produzidas as maiores próteses de pé já fabricadas no mundo. Cada unidade pesa cerca de seis quilos e possui 38 centímetros de comprimento, dimensão correspondente à numeração 60.

 

Reabilitação marca retorno à mobilidade

 

Com os equipamentos, Ninão iniciou os exercícios de adaptação e equilíbrio, utilizando barras paralelas e contando com o acompanhamento de profissionais de fisioterapia. Durante os primeiros treinamentos, demonstrou estabilidade e comemorou a possibilidade de voltar a caminhar.

 

A recuperação também representa a oportunidade de retomar atividades que faziam parte de sua vida. Entre os planos do paraibano está voltar a praticar exercícios físicos e esportes adaptados. Ele integrou a Seleção Brasileira nessa modalidade entre 2022 e 2024.

 

Blog do Jordan Bezerra 

Com informações do Fantástico