02/04/2026 - 03:50 - Policial
Screenshot_20260402_035041_Chrome.jpg
Um episódio ocorrido na Unidade de Saúde Antônio Urquiza, situada no distrito de Santa Gertrudes, em Patos, acabou sendo registrado como caso policial após uma confusão envolvendo uma paciente e uma funcionária pública do local.
Segundo informações apuradas, o desentendimento teve início dias antes da agressão. Na ocasião, a mulher teria procurado atendimento na unidade, mas foi informada por uma servidora responsável pela vacinação de que as fichas disponíveis para o turno da manhã já estavam esgotadas. A orientação foi para que retornasse durante a tarde para tentar novo atendimento.
A paciente chegou a voltar ao posto de saúde, porém não aceitou aguardar novamente na fila. Irritada com a situação, ela deixou o local demonstrando insatisfação e, posteriormente, publicou críticas à unidade de saúde em redes sociais.
Cerca de dez dias depois, nesta segunda-feira (30), a mesma mulher retornou à unidade em busca de atendimento. Enquanto aguardava, acabou encontrando novamente a funcionária envolvida no primeiro episódio, momento em que a situação teria se agravado.
De acordo com a delegada da 2ª Delegacia Distrital de Patos, Daniela Quirino, a própria suspeita admitiu o ocorrido durante o depoimento prestado à polícia. “Na delegacia, a acusada foi ouvida e afirmou que teve um surto ao ver a vítima, confessando a agressão”, relatou.
A servidora pública informou que foi alvo de cusparadas, empurrões e socos, que atingiram principalmente seu braço. A confusão só foi contida após a intervenção de outros profissionais que estavam trabalhando na unidade de saúde.
Familiares da paciente, no entanto, apresentaram outra versão para o ocorrido. Eles afirmam que a reação da mulher teria sido motivada por um suposto comportamento desrespeitoso de alguns funcionários, que, segundo eles, teriam rido da paciente durante o atendimento.
Diante da confusão, a Polícia Militar foi acionada e conduziu os envolvidos até a delegacia para prestar esclarecimentos. Apesar da agressão relatada, a funcionária decidiu não solicitar a prisão em flagrante da suspeita.
Com base nas informações colhidas, a autoridade policial registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, que deverá analisar a situação e adotar as providências legais cabíveis.
Blog do Jordan Bezerra
Com informações do repórter Pahblo Rhuan
© Copyright 2018 - 2026 - Todos os direitos reservados - Painel de controle