05/04/2025 - 16:58 - Política
A cidade de Patos, no Sertão paraibano, voltou ao centro das atenções após a deflagração da segunda fase da Operação Outside pela Polícia Federal. A ação investiga suspeitas de irregularidades em uma obra pública financiada com recursos federais, envolvendo valores que ultrapassam os R$ 6 milhões após aditivos contratuais.
A restauração da Alça Sudeste e da Avenida Manoel Mota, objeto da investigação, foi viabilizada por meio de um convênio firmado em dezembro de 2020, durante a gestão de Ivanes Lacerda, com recursos do chamado “orçamento secreto”. O projeto teve o apadrinhamento político do deputado federal Hugo Motta, natural de Patos, mas até o momento, o parlamentar não figura entre os investigados.
O deputado comentou, nesta sexta-feira (4), a segunda fase da Operação, que foi deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (3), em entrevista à imprensa durante evento em Mamanguape, e reforçou a confiança na legalidade dos investimentos e demonstrou serenidade quanto às apurações.
Apesar de alguns veículos apontarem envolvimento direto da Prefeitura de Patos nesta fase da operação, o secretário municipal de Administração negou qualquer ação da PF em órgãos da gestão municipal. Ele afirmou que nenhum prédio da administração foi alvo de busca e que a pasta está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos.
"Tranquilidade. Quem trabalha corretamente não tem o que temer. Respeitamos os órgãos de fiscalização. Eles têm a autonomia para poder investigar se qualquer ilícito aconteceu. E há tranquilidade não só da nossa parte, como também do prefeito Nabor Wanderley, que as obras, os investimentos em Patos seguem estritamente aquilo que a nossa lei prega, com ética, com respeito, com isenção, com imparcialidade e honestidade”, afirmou Hugo Motta.
O secretário de Administração do município de Patos, Francivaldo Dias, negou informações publicadas, negando ainda a Polícia Federal, tenha feito busca e apreensão em repartições públicas da administração na manhã desta quinta-feira, dia 03.
“A presente operação deflagrada hoje em Patos, não teve como alvo de busca e apreensão nenhum prédio da prefeitura”, esclareceu Dias, acrescentando que sua pasta está à disposição pra fornecer qualquer tipo de informação solicitada pelos órgãos de fiscalização e controle, caso venha ser solicitado.
As apurações se concentram, neste momento, em possíveis práticas de corrupção por parte de uma servidora pública local e membros da empresa contratada para executar a obra. Informações colhidas por órgãos de controle como o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União sugerem favorecimento ilícito por meio do repasse de dados sigilosos e concessão de vantagens indevidas.
Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos, e a operação mira, entre outros objetivos, a recuperação dos recursos públicos pagos irregularmente. O caso ainda está em investigação, e as autoridades seguem analisando a documentação recolhida.
Blog do Jordan Bezerra
Com informações do Política Paraíba
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