Walber Virgolino reage a operação da PF em Cabedelo, pede resposta da Justiça e faz duras acusações contra gestão afastada: “Precisa mudar”

14/04/2026 - 14:54 - Política

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Walber Virgolino reage a operação da PF em Cabedelo, pede resposta da Justiça e faz duras acusações contra gestão afastada: “Precisa mudar”

Walber Virgolino reage a operação da PF em Cabedelo, pede resposta da Justiça e faz duras acusações contra gestão afastada: “Precisa mudar”

Assembleia Legislativa

 

O deputado estadual e ex-candidato à Prefeitura de CabedeloWalber Virgolino (PL), reagiu nesta terça-feira (14) à operação da Polícia Federal (PF) que resultou no afastamento do prefeito eleito Edvaldo Neto (Avante). Em entrevista à imprensa, o parlamentar fez duras críticas à gestão municipal e cobrou providências da Justiça diante das investigações. A operação apura um suposto esquema envolvendo fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível ligação com organização criminosa com atuação na cidade.

 

Ao comentar o caso, Walber afirmou ter recebido a notícia com indignação e preocupação com a imagem do município. “Como todo cabedelense de vergonha, eu acordei triste. Eu não me regozijo do meu adversário ser afastado e toda sua cúpula ser afastada por corrupção. Eu estou triste. Cabedelo mais uma vez nas páginas policiais”, destacou.

 

Na sequência, o deputado fez acusações diretas sobre o suposto funcionamento do esquema investigado. “Envolvimento da administração com o tráfico. Essa empresa Lemo, devidamente comprovada, que é um braço da administração pública dentro do tráfico de drogas, ela emprega o tráfico de drogas. A quantidade de pessoas empregadas não corresponde a quem efetivamente está trabalhando e aquele dinheiro vai para o tráfico, alimentar o tráfico, associação ao tráfico”, disse.

 

Walber também mencionou valores que estariam sob suspeita, conforme apontado pelas investigações. “A gente está falando de 270 milhões desviados na gestão de Neto. Eu não estou falando aqui da história de Cabedelo toda, eu estou falando de pouco mais de quatro meses. Imagina aí, se em quatro meses fez um desmantelo desse, se ficasse três anos lá”, criticou.

 

Ele relacionou ainda os supostos desvios à situação de serviços públicos na cidade. “Então são 270 milhões desviados da saúde, da educação, da infraestrutura. É por isso que a cidade está cheia de lixo. É por isso que não tem medicamento nas prateleiras da unidade de saúde e da farmácia. É por isso que as aulas começaram agora em março”, pontuou.

 

Em outro momento, o parlamentar ampliou o tom das críticas e direcionou ataques ao grupo político adversário. “Cabedelo se resume a um grupo político que se reúne para roubar, efetivamente subtrair. Todos ricos e tirando onda com a cara do povo […] O povo de Cabedelo tem que aprender a votar dessa vez”, afirmou.

 

Walber afirmou ainda que as denúncias sobre irregularidades não são recentes e que já vinham sendo feitas há anos. “Eu venho falando isso desde 2018. E o povo de Cabedelo vem falando disso há mais de 15 anos. Então é muito tempo o povo dizendo que quem domina Cabedelo é a facção criminosa”, pontuou.

 

Segundo ele, a investigação pode alcançar novos nomes e empresas. “Se investigar mais, vai pegar empresas aí, grandes empresários ricos que estão lá dentro da prefeitura mamando, participando de licitação, ganhando uma coisa e entregando outra. O esquema é muito maior do que o que está aí”, ressaltou.

 

O deputado também sugeriu que o alcance do caso pode ultrapassar os limites do município. “E já demonstrou que tem tentáculos que vão além da prefeitura de Cabedelo. Você tem a digital de secretários da prefeitura de João Pessoa, você teve o apoio explícito do governo do Estado à candidatura agora afastada por corrupção”, argumentou.

 

Por fim, Walber Virgolino cobrou providências da Justiça Eleitoral com base nas ações já apresentadas durante o período eleitoral. “Nós entramos com duas… com três AIJEs durante o processo. Nós provocamos a Justiça Eleitoral. […] O que a gente espera é que o Ministério Público peça sim a suspensão da diplomação e que olhe para as provas que nós já colocamos no processo”, finalizou.

 

A operação da Polícia Federal ocorre dias após a eleição suplementar realizada em Cabedelo, convocada após decisões da Justiça Eleitoral que resultaram na cassação da gestão anterior. As investigações seguem em andamento e tramitam sob sigilo.

 

 

Fonte83