15/04/2026 - 09:57 - Política
Vai piorar: Cabedelo é um ‘Rio de Janeiro em miniatura’, afirma Walber Virgolino sobre operação contra esquema com facção
A investigação que apura um suposto esquema de corrupção e infiltração do crime organizado na administração pública de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, ganhou novos contornos após a deflagração da Operação Cítrico. A ação mobilizou órgãos federais e estaduais e resultou no afastamento do prefeito Edvaldo Neto, além de outros servidores, como medida para garantir o avanço das apurações.
De acordo com os investigadores, há indícios de que contratos públicos teriam sido utilizados para beneficiar empresas ligadas a uma facção criminosa com atuação no estado. A suspeita é de que essas contratações serviam não apenas para desvio de recursos, mas também para permitir a presença de integrantes do grupo dentro da estrutura administrativa municipal, ampliando influência e controle territorial.
O esquema sob análise envolve uma possível articulação entre agentes públicos, empresários e membros da organização criminosa. As investigações apontam que os contratos firmados poderiam alcançar valores elevados, criando um ambiente propício para a circulação de recursos públicos em favor de atividades ilícitas e para a manutenção de interesses políticos e econômicos.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos endereços, com o objetivo de coletar provas e aprofundar as linhas investigativas. As medidas cautelares também buscam evitar interferências no processo e impedir a continuidade das práticas suspeitas.
No campo político, o caso repercutiu após declarações do ex-candidato à prefeitura Walber Virgolino, que voltou a afirmar que já vinha denunciando a atuação de facções no município desde 2018 e criticou a falta de atenção das autoridades. Ele também fez um alerta sobre a gravidade do cenário atual, afirmando que Cabedelo estaria se tornando um “Rio de Janeiro em miniatura” e que a situação tende a se agravar diante da dimensão do esquema investigado.
A força-tarefa responsável pela operação reúne a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba e a Controladoria-Geral da União, que atuam de forma conjunta na análise dos elementos coletados. A expectativa é que o material apreendido contribua para esclarecer a extensão do esquema e a eventual responsabilização dos envolvidos.
Blog do Jordan Bezerra
Com informações de MaisPB
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