Vereadora questiona mudanças no trânsito em Patos sem consulta prévia ao comércio local

06/05/2026 - 16:35 - Política

Compartilhe:
Vereadora questiona mudanças no trânsito em Patos sem consulta prévia ao comércio local

Vereadora questiona mudanças no trânsito em Patos sem consulta prévia ao comércio local

Assembleia


A recente divulgação de alterações no tráfego de importantes vias da cidade de Patos, anunciadas pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STtrans), tem gerado repercussão entre comerciantes e representantes políticos do município.

 
De acordo com o superintendente da STtrans, Dr. Ítalo Torres, a Rua Bossuet Wanderley passará a operar em sentido único no fluxo centro-bairro, enquanto a Rua Pedro Firmino também sofrerá modificações, com tráfego em mão única no sentido bairro-centro em determinado trecho, especialmente após a Ponte do Salgadinho, nas proximidades do Posto Brasília. As mudanças fazem parte de um planejamento que visa melhorar a mobilidade urbana e devem ser implementadas na segunda quinzena de maio, após a instalação da devida sinalização e semáforos.

 
Ainda segundo o planejamento apresentado, não haverá retirada do canteiro central da Rua Bossuet Wanderley, embora intervenções na Avenida Solon de Lucena estejam sendo estudadas para otimizar o fluxo de veículos. A Rua Bossuet Wanderley conecta pontos estratégicos da cidade, iniciando nas imediações do Mercado Darcílio Wanderley até a Praça do Trabalho, no Bairro Brasília, sendo uma via de grande circulação.


Diante desse cenário, a vereadora Nadir se posicionou de forma crítica à condução do processo, destacando a ausência de diálogo prévio com os principais afetados pelas mudanças: comerciantes, empresários e profissionais que atuam nas vias em questão.


Segundo a parlamentar, qualquer alteração significativa no tráfego urbano deve ser precedida de estudos técnicos amplos e, sobretudo, de escuta ativa da população diretamente impactada. “É fundamental que haja uma análise concreta dos impactos dessas mudanças no comércio local. Estamos falando de ruas com intensa atividade econômica, onde clínicas, lojas e prestadores de serviço dependem diretamente do fluxo de veículos e da facilidade de acesso”, pontuou.


A vereadora reforçou ainda que não se opõe a medidas que visem melhorar o trânsito da cidade, mas defende que essas intervenções sejam construídas de forma participativa e responsável. “Se a proposta é melhorar a mobilidade, que isso seja feito com planejamento e diálogo. Ouvir os comerciantes é essencial para evitar prejuízos e garantir que a solução não se transforme em um novo problema”, afirmou.


A discussão segue ganhando espaço no debate público, enquanto a população aguarda mais esclarecimentos por parte da STtrans sobre os critérios adotados e os estudos que fundamentaram as mudanças anunciadas.

 

 

Assessoria