10/08/2026 - 15:07 - Política
“Eu venho alertando há anos”, diz Cabo Gilberto após Paraíba liderar déficit de policiais no Nordeste
O levantamento “Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil”, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgado nesta terça-feira (4), confirmou um cenário que, segundo o deputado federal Cabo Gilberto Silva, vem sendo denunciado há anos: a Paraíba possui o maior déficit de policiais militares e civis entre todos os estados do Nordeste.
“Eu venho alertando há anos que a segurança pública da Paraíba está sendo tratada com propaganda, enquanto falta o básico: efetivo, valorização profissional e estrutura para as forças de segurança.”
Segundo o estudo, a Polícia Militar da Paraíba conta atualmente com 10.309 policiais, embora o quadro previsto em lei seja de 18.935 militares. Isso significa que apenas 54,4% das vagas estão preenchidas, o pior índice do Nordeste e o oitavo pior do país.
Entre os estados nordestinos, a Paraíba aparece na última colocação, atrás de Pernambuco (56,3%), Piauí (56,6%), Alagoas (57,8%), Rio Grande do Norte (64,4%), Bahia (64,6%), Maranhão (73,2%) e Sergipe (82,4%). O Ceará é o único estado da região com efetivo acima do previsto, alcançando 100,4% de preenchimento.
A situação é ainda mais crítica na Polícia Civil. O estado possui 2.169 policiais civis para um quadro legal de 6.300 vagas, resultando em apenas 34,4% de ocupação. O índice é o menor do Nordeste e o terceiro pior do Brasil, ficando à frente apenas de Rio de Janeiro e Rondônia.
Na Polícia Penal, a Paraíba também aparece abaixo do ideal. São 1.649 policiais penais para um quadro previsto de aproximadamente 2,4 mil servidores, equivalente a 68,7% de preenchimento, o quinto pior índice da região.
Para Cabo Gilberto, os dados evidenciam que o discurso oficial sobre segurança não acompanha a realidade enfrentada pelas corporações.
“Não existe segurança pública eficiente sem efetivo suficiente. Os policiais trabalham sobrecarregados, a população fica mais vulnerável e quem perde é toda a sociedade paraibana.”
A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SSDS) para comentar os dados do levantamento, mas, até a última atualização, não houve manifestação oficial.
Reler-PB
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