24/08/2026 - 16:02 - Política
Ricardo Coutinho reforça segurança após ameaças durante inauguração de comitê e diz que não vai recuar da campanha
O ex-governador da Paraíba e candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT) afirmou, nessa segunda-feira, 24 de agosto, que reforçou as medidas de segurança após o episódio ocorrido durante a inauguração de seu comitê de campanha, na noite da última sexta-feira (21), em João Pessoa. Segundo ele, também foram adotadas precauções para proteger a família.
O episódio foi registrado na Praça da Paz, no bairro dos Bancários. Na ocasião, um homem identificado como Romero Andrade foi detido pela Guarda Municipal. Conforme relatos de testemunhas, ele portava uma faca e um simulacro de arma de fogo e teria feito ameaças contra Ricardo e o vereador Marcos Henriques (PT).
Durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM, Ricardo afirmou que não pretende detalhar as medidas de segurança adotadas após o ocorrido. O candidato também disse que a situação não fará com que reduza o ritmo da campanha ou deixe de defender suas posições políticas.
Para o petista, a violência não deve interferir na disputa eleitoral. Ele defendeu que a resposta ao episódio seja dada dentro dos princípios democráticos e nas urnas.
“Eu não tenho o direito de recuar. Eu tenho que avançar e porque nós precisamos vencer. A civilidade precisa vencer a barbárie”, declarou.
Ricardo também questionou a liberação de Romero Andrade após a audiência de custódia. O suspeito havia sido preso em flagrante na noite de sexta-feira, depois de ser contido pela Guarda Municipal.
Ao comentar a investigação, o ex-governador defendeu que sejam esclarecidas as circunstâncias do episódio e levantou dúvidas sobre a possibilidade de o homem ter agido por conta própria. Entre os pontos citados por Ricardo está o uso do celular do suspeito para transmitir o ocorrido a um grupo de WhatsApp.
O candidato questionou ainda o conteúdo do aparelho e afirmou que mensagens e contatos poderiam ajudar a esclarecer o caso. “A questão que eu pergunto é: isso é um ato isolado ou foi mandado? Por que é que estava transmitindo para grupo de WhatsApp?”, afirmou.
Na sequência, Ricardo levantou a possibilidade de o episódio ter sido ordenado e questionou quem poderia estar por trás de uma eventual ação. “Se foi mandado, foi mandado por quem? (…) O que é que tinha dentro do celular, tem algum contato, tem alguma mensagem?”, acrescentou.
Mesmo após o ocorrido, Ricardo reiterou que pretende seguir com a campanha e manter a defesa das posições que sustenta. “Eu não vou abrir mão de continuar a professar aquilo que eu acredito, defender as coisas que eu sempre defendi”, afirmou.
Blog do Jordan Bezerra
Com informações de Fonte83
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