11/09/2026 - 11:29 - Política
Toinho da Braiscompany diz que clientes podem ser ressarcidos e cobra Justiça por valores apreendidos: “Não está em minhas mãos”
Em prisão domiciliar na Argentina, Antônio Neto Ais afirmou que recursos sob custódia judicial podem ser utilizados para quitar valores devidos aos clientes
Antônio Neto Ais, conhecido como Toinho da Braiscompany, falou publicamente pela primeira vez sobre o destino dos valores apreendidos no caso envolvendo a empresa e a possibilidade de ressarcimento dos clientes que afirmam ter sofrido prejuízos.
Em entrevista exclusiva ao vivo ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, nesta sexta-feira, 11 de setembro, Toinho participou diretamente de Buenos Aires, na Argentina, onde cumpre prisão domiciliar.
Durante a conversa, ele foi questionado sobre a possibilidade de as pessoas que investiram dinheiro na Braiscompany e não receberam os valores de volta serem ressarcidas. A resposta foi afirmativa, mas condicionada à atuação da Justiça.
“Se a Justiça fizer conforme se deve, sim”, declarou.
Segundo Toinho, os recursos que já estão apreendidos e sob custódia judicial poderiam viabilizar o pagamento dos valores considerados devidos aos clientes.
“Eu acredito piamente nisso, é altamente possível se resolver e eu acredito que a Justiça será feita”, afirmou.
“Não está em minhas mãos”
Ao ser perguntado sobre quando os pagamentos poderiam ocorrer, Antônio Neto Ais deixou claro que não cabe a ele estabelecer uma data.
“Se tratando de data, não me compete, porque, infelizmente, esse poder não está em minhas mãos”, disse.
Toinho afirmou que a defesa trabalha para que os clientes recebam aquilo que lhes seria devido e ressaltou que os bens e valores apreendidos permanecem à disposição da Justiça.
Defesa diz que recursos não são patrimônio pessoal
Outro ponto abordado na entrevista foi a titularidade dos valores apreendidos. Toinho afirmou que a defesa não sustenta que os recursos sejam patrimônio pessoal dele.
“A nossa defesa, em nenhum momento, apontou que esses recursos seriam meus”, declarou.
Na sequência, defendeu que os valores sejam contabilizados e destinados a quem tiver direito ao recebimento.
“Os valores apreendidos devem ser prestados contas e pagos a quem é devido. Essa é a nossa defesa”, afirmou.
A manifestação ocorre enquanto o caso segue sob análise da Justiça, que deverá definir o destino dos recursos apreendidos e os possíveis pagamentos relacionados aos prejuízos apontados pelos clientes.
Blog do Jordan Bezerra
Com informações de Fonte83
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