Márcia Lopes cobra Hugo Motta por votação de projeto contra misoginia e diz que vai insistir: “Não precisa esperar a eleição”

15/09/2026 - 11:10 - Política

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Márcia Lopes cobra Hugo Motta por votação de projeto contra misoginia e diz que vai insistir: “Não precisa esperar a eleição”

Márcia Lopes cobra Hugo Motta por votação de projeto contra misoginia e diz que vai insistir: “Não precisa esperar a eleição”

Prefeitura Patos - PB

 

Ministra das Mulheres afirmou que já tratou do assunto com o presidente da Câmara e pretende fazer nova cobrança, inclusive pelo WhatsApp


A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou nesta terça-feira, 15 de setembro, que vem cobrando diretamente o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para que o projeto que criminaliza a misoginia seja colocado em votação na Casa.


Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, a ministra lembrou que a proposta já foi aprovada por unanimidade no Senado e disse que continuará buscando o apoio do presidente da Câmara para que a matéria avance.


“Já conversei e tenho reiterado com o presidente Hugo Motta. Ele assume sempre esse compromisso, e a dificuldade está exatamente nessa relação com as bancadas”, afirmou Márcia.

 

Segundo a ministra, a cobrança não deve parar. Ela revelou que pretende procurar novamente Hugo Motta e que poderá recorrer até mesmo a uma mensagem pelo WhatsApp para reforçar a necessidade de votação do projeto.


“Não precisa esperar a eleição”

 

Márcia Lopes também criticou a resistência de setores políticos e religiosos à proposta. Para ela, existe uma incoerência quando grupos que afirmam defender a vida não conseguem avançar na aprovação de uma medida voltada à proteção das mulheres.


“Não é possível fazer a defesa da vida das mulheres e não conseguir desencadear um processo para aprovar essa lei”, declarou.


A ministra também defendeu que a discussão não seja adiada em razão do calendário eleitoral. Na avaliação dela, a urgência do tema deve se sobrepor às disputas políticas.


“Não precisa esperar a eleição. É urgente isso acontecer”, reforçou.


Participação das igrejas


Durante a entrevista, Márcia ainda defendeu a participação das igrejas no debate sobre a criminalização da misoginia.


Para a ministra, a aprovação do projeto poderá representar um marco no enfrentamento à violência contra as mulheres e deve ser tratada como uma pauta que exige mobilização e discussão ampla.

 

 

Blog do Jordan Bezerra
Com informações de Fonte83