06/10/2026 - 14:37 - Política
Novo Senado reúne número exato de votos para aprovar impeachment de ministros do STF
O Senado que assumirá em fevereiro de 2027 terá 54 parlamentares que já se manifestaram favoravelmente à possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, segundo levantamento do Ranking dos Políticos divulgado após as eleições de domingo (04). O número representa dois terços das 81 cadeiras da Casa.
Das 54 vagas renovadas nas eleições deste ano, 37 ficaram com candidatos que já declararam posição favorável à possibilidade de afastamento de integrantes do Supremo. Entre eles estão Domingos Sávio (PL-MG), Reinaldo Azambuja (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS), Guilherme Derrite (PP-SP) e Alessandro Vieira (MDB-SE).
O levantamento considera ainda os senadores que permanecerão na Casa em 2027 porque seus mandatos não estavam em disputa neste ano. Entre esses 27 parlamentares, seis se posicionaram contra o impeachment de ministros do STF, incluindo Marília Arraes (PDT-PE) e Jaques Wagner (PT-BA). Outros 21 não declararam posição sobre o tema.
A marca de 54 senadores corresponde ao quórum de dois terços. Em dezembro de 2025, Gilmar Mendes suspendeu trechos da Lei do Impeachment de 1950 e estabeleceu a exigência de dois terços do Senado para a aprovação do parecer que permite o prosseguimento de processos contra ministros do Supremo. Dias depois, o ministro suspendeu parcialmente a própria decisão em outros pontos, mas manteve esse quórum.
A Constituição atribui ao Senado a responsabilidade de processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Uma eventual condenação e consequente perda do cargo também exigem os votos de dois terços dos integrantes da Casa.
Os números, no entanto, não representam votos garantidos em um eventual processo contra um ministro específico. O levantamento reúne manifestações públicas dos senadores sobre a possibilidade de utilização do instrumento do impeachment, o que não significa necessariamente apoio à abertura ou à condenação em determinado caso.
A composição eleita também aumentou a presença de partidos e candidatos que fizeram críticas ao Supremo durante a campanha e defenderam mudanças nas regras de funcionamento da Corte.
O avanço de qualquer pedido ainda dependerá da presidência do Senado a partir de 2027. Cabe ao presidente da Casa decidir sobre a tramitação dos pedidos de impeachment antes que eles possam seguir para as demais etapas.
A Fonte
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