Efraim Filho critica decisão de Moraes que determinou apreensão de passaportes de Flávio Bolsonaro: “medida antidemocrática”

27/10/2026 - 11:08 - Política

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Efraim Filho critica decisão de Moraes que determinou apreensão de passaportes de Flávio Bolsonaro: “medida antidemocrática”

Efraim Filho critica decisão de Moraes que determinou apreensão de passaportes de Flávio Bolsonaro: “medida antidemocrática”

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O senador Efraim Filho (PL) manifestou oposição à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista à CNN nessa segunda-feira, 26 de outubro, Efraim classificou a medida como antidemocrática e questionou os motivos para impedir que o parlamentar deixe o país.


Para sustentar sua posição, Efraim propôs uma comparação hipotética envolvendo o resultado das eleições presidenciais. Ele questionou se a mesma medida seria adotada caso Flávio Bolsonaro tivesse vencido a disputa e Lula contestasse o resultado eleitoral alegando problemas relacionados ao atraso de ônibus.


“Eu acredito que é uma medida antidemocrática. Eu queria entender se o inverso acontecesse. Se Flávio Bolsonaro tivesse ganho e fosse Lula contestando os resultados pelo atraso dos ônibus, por exemplo, se tivesse solicitado a entrega do passaporte por qualquer receio de deixar o país. Não há razões para o recolhimento”, declarou.


A decisão judicial não se limita à apreensão dos passaportes. Alexandre de Moraes também proibiu Flávio de manter contato com o empresário e advogado Willer Tomaz e determinou que o senador entregue, no prazo de 24 horas, documentos de viagem de outras nacionalidades que possam estar em seu nome. O teor da decisão sigilosa foi obtido pela CNN.


Flávio confirmou que foi intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira. Segundo relato publicado nas redes sociais, a intimação ocorreu após uma visita ao pai, que está em prisão domiciliar. O senador afirmou que agentes da corporação estavam nas proximidades da residência e que, além de entregar os passaportes, está impedido de sair do país.


“Hoje de manhã, fui visitar meu pai, como vocês sabem ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele, no meio da rua, fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, disse.


A medida ocorre no contexto de uma investigação conduzida pelo STF que envolve Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz. Os dois são investigados no mesmo inquérito, que apura denúncias de lavagem de dinheiro e evasão de dívidas. O empresário também foi alvo, neste ano, da operação Sem Desconto, que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e deixou o Brasil para morar nos Estados Unidos.


A discussão sobre a permanência de Flávio no país também foi precedida por uma declaração de Eduardo Bolsonaro. Na sexta-feira (23), o irmão do senador defendeu que ele deixasse o Brasil caso perdesse as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

 

Blog do Jordan Bezerra 

Com informações de Fonte83