Alunos do 3°B da Escola João Noberto reclamam de merenda estragada; diretor rebate acusação: 'não procede'; ouça

18/08/2026 - 23:55 - Santa Teresinha

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Alunos do 3°B da Escola João Noberto reclamam  de merenda estragada; diretor rebate acusação: \\\'não procede\\\'; ouça

Prefeitura Patos - PB

 

O Blog do Jordan Bezerra recebeu, na noite desta terça-feira (18), relatos de estudantes do 3º ano B da Escola João Noberto, em Santa Terezinha, sobre um possível problema com a alimentação servida na unidade de ensino.

 

Segundo os alunos, o almoço servido nesta terça-feira teria apresentado cheiro e gosto de azedo, principalmente no arroz. Diante da situação, estudantes da turma afirmaram que comunicaram o problema à professora de Português e solicitaram autorização para deixar a escola e almoçar em casa.

 

De acordo com o relato encaminhado ao blog, os estudantes teriam optado por não consumir a refeição por receio de uma eventual intoxicação. Os alunos também afirmaram que permaneceram durante o restante do dia sem se alimentar.

 

Os estudantes ainda questionaram a presença da direção na unidade de ensino e relataram que o diretor não estaria presente no momento do episódio. Diante das reclamações, a reportagem procurou o diretor Carlos Wellington para ouvir a versão da escola.

 

O diretor negou que a alimentação estivesse estragada ou azeda e afirmou que, assim que tomou conhecimento da reclamação, entrou em contato com os responsáveis pela cozinha. Segundo ele, os dois cozinheiros informaram que a comida havia sido preparada no próprio dia.

 

“Os mesmos relataram que a comida foi toda feita no dia, como já é de praxe. Inclusive, me mandaram vídeos mostrando que os tachos já estavam vazios, que todo mundo já tinha almoçado e não tinha sobrado nada”, afirmou Carlos Wellington.

 

Ainda conforme o diretor, ele buscou informações com outros funcionários e com o representante dos estudantes para verificar o que havia ocorrido. Segundo Carlos, essas pessoas teriam informado que a comida não apresentava sinais de alteração.

 

“Eu averiguei o fato junto à equipe, falei com os outros funcionários, falei também com o embaixador da escola, que é o representante dos estudantes, e procurei saber dos protagonistas da escola sobre o caso. Os mesmos falaram que não estava nada azedo”, declarou.

 

Carlos Wellington também explicou a ausência apontada pelos estudantes. Segundo ele, na semana anterior esteve afastado por motivo de saúde e, nesta terça-feira, precisou se deslocar até uma unidade de atendimento em Patos para realizar um exame que não é realizado em sua cidade.

 

“Na semana passada eu estava de atestado por motivo de saúde e, esta semana, novamente precisei me direcionar, hoje mesmo, até uma central de atendimento aqui em Patos para fazer uma panorâmica que na nossa cidade não faz”, explicou.

 

O diretor ressaltou, porém, que a escola não teria ficado sem assistência durante sua ausência e que continuou acompanhando as demandas da unidade por telefone.

 

“A escola nunca ficou desassistida. Os professores sempre estão lá dando toda atenção. Eu não estou ausente porque, a todo momento, estou com o meu celular e todo mundo liga se precisar de alguma orientação, liberação ou pedido de alguma coisa”, afirmou.

 

Carlos Wellington também destacou que considera a presença da direção na escola um dos pilares de sua gestão e afirmou que a unidade vem obtendo reconhecimento desde 2024.

 

“Um dos meus principais lemas é a presença do diretor na escola, que é o que faz nossa escola ser o que ela é hoje. Então, de 2024 para cá, nossa escola ganhou um grande reconhecimento”, disse.

 

Sobre o pedido dos estudantes para almoçarem em casa, o diretor afirmou que a saída durante o horário destinado à refeição não é autorizada pela escola. Segundo ele, a unidade recebe previamente o cardápio da alimentação escolar por meio da Secretaria de Estado da Educação e da regional responsável.

 

“É estritamente proibido sair para almoçar em casa. Então esse benefício a gente não dá, porque recebe o cronograma da regional, da secretaria, e o cardápio vem direitinho para dispor da alimentação”, explicou.

 

Ao final, o diretor classificou os relatos como um possível desalinhamento entre estudantes e direção e reiterou que não houve problema com a refeição servida.

 

“Não existe comida estragada na nossa escola, não existe comida de forma nenhuma azeda e também não existe ausência sem justificativa prévia”, afirmou Carlos Wellington.

 

O diretor ainda colocou-se à disposição para prestar novos esclarecimentos sobre o caso.

 

Blog do Jordan Bezerra 


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