08/01/2026 - 10:13 - Gerais
Câmeras registram execução: mulher é morta com tiros na cabeça pelo ex, na Paraíba
As primeiras horas da manhã dessa quarta-feira, 07 de janeiro, foram interrompidas pela violência em Arara, município do interior da Paraíba. A trabalhadora Ascleia Ferreira foi morta a tiros enquanto seguia para o emprego, em um crime que ganhou contornos ainda mais impactantes após imagens de câmeras de segurança registrarem a execução.
O vídeo, ao qual a reportagem do Notícia Paraíba teve acesso, mostra o instante em que o atirador dispara repetidas vezes contra a cabeça da vítima. Sem chance de defesa, Ascleia não resistiu e morreu ali mesmo, no trajeto que fazia diariamente para garantir o sustento da família.
A principal linha de investigação aponta para o ex-companheiro de Ascleia, relacionamento encerrado há aproximadamente um mês. A separação recente teria sido o estopim para a escalada de ameaças que, segundo familiares, vinham se intensificando. Eles relataram que a convivência do casal era marcada por discussões constantes, términos e episódios de intimidação.
De acordo com os depoimentos, o suspeito não aceitava o rompimento e reagia com posse e agressividade. Em determinado momento, teria dito que mataria a ex-companheira e tiraria a própria vida, caso ela se recusasse a retomar a relação.
Após os disparos, o homem fugiu em uma motocicleta, deixando para trás o corpo da mulher e uma comunidade em choque. Até a publicação desta matéria, ele não havia sido localizado pelas forças de segurança.
A tragédia deixa uma lacuna dolorosa na vida de dois meninos: um de 8 anos, filho do relacionamento com o suspeito, e outro de 12 anos, fruto de uma relação anterior. Agora, eles enfrentam a perda da mãe e o peso de um crime que a polícia classifica como feminicídio — assassinato de mulher motivado pela condição de gênero.
A Polícia Civil conduz a investigação, que segue com diligências para capturar o autor e detalhar o contexto completo do homicídio. O caso reacende alertas sobre a violência doméstica e o perigo das ameaças ignoradas, reforçando a urgência da denúncia e do amparo às mulheres em situação de risco.
Blog do Jordan Bezerra
Com informações de Notícia Paraíba
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