Algodão produzido por agricultores de Remígio ganha destaque na decoração do casamento de Juliette

30/10/2026 - 23:38 - Gerais

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Algodão produzido por agricultores de Remígio ganha destaque na decoração do casamento de Juliette

Assembleia
Prefeitura Patos - PB

 

A produção de famílias agricultoras do município de Remígio, no Brejo paraibano, teve participação especial na decoração do casamento da cantora Juliette. Cerca de 12 mil galhos de algodão, nas cores branca e colorida, cultivados no Assentamento Queimadas, foram utilizados para ornamentar a cerimônia realizada na Capela de Nossa Senhora das Graças, no Instituto Ricardo Brennand, no bairro da Várzea, no Recife.

 

O material foi comprado diretamente de agricultores vinculados à Associação Rede Borborema de Agroecologia. Ao todo, foram selecionados cinco mil galhos de algodão branco e outros sete mil de algodão colorido, colhidos cuidadosamente pelas famílias e transportados para a capital pernambucana.

 

A relação de Juliette com os produtores de Remígio começou em setembro, quando ela visitou o município e conheceu de perto o trabalho desenvolvido pelas famílias que integram a Rede. A iniciativa fortalece a agricultura familiar de base agroecológica, com incentivo a práticas sustentáveis e à valorização da produção local.

 

Além de utilizar o algodão na decoração, a cantora fez questão de que o produto fosse adquirido diretamente dos agricultores, garantindo o reconhecimento e a remuneração das famílias responsáveis pelo cultivo. Outra decisão foi evitar o desperdício: após a cerimônia, os galhos foram recolhidos e devolvidos aos produtores, para que o material pudesse retornar à cadeia produtiva.

 

Em publicação nas redes sociais, Juliette destacou a importância do algodão paraibano e celebrou a possibilidade de dar continuidade ao aproveitamento da produção após o casamento. Na postagem, ela chamou atenção para o material como um “convidado” especial da festa.

 

“O mais legal em tudo isso é que o algodão exaltado como a jóia que é volta a cadeia produtiva. Assim que terminou a cerimônia os agricultores foram lá colheram o algodão e ele vai voltar para virar roupa, tênis. É como se eles tivesse duas colheitas. O algodão, que é o nosso ouro paraibano. Nosso ouro branco e agora colorido também vai virar semente. Vai pro mundo inteiro. Agora volta a cadeia produtiva.

 

Blog do Jordan Bezerra 

Com informações do MaisPB