08/06/2026 - 10:56 - Policial
Defesa de policial militar afastado após agressões contra jovem no Parque do Povo pede apuração técnica e imparcial
Advogado destaca histórico de 11 anos de serviços do agente, sendo 9 deles dedicados ao Batalhão de Choque, e pede cautela na análise de vídeos que circulam nas redes sociais
Após a ampla repercussão de um vídeo que mostra um policial militar desferindo socos contra um homem durante os festejos do São João de Campina Grande, a defesa do agente militar se manifestou oficialmente. Em nota, o advogado criminalista Arthur Fernandes Cantalice, que representa o policial, afirmou que está acompanhando a apuração dos fatos com “absoluta serenidade e confiança nas instituições”.
O incidente, ocorrido no Parque do Povo entre a noite de sexta-feira (5) e a madrugada de sábado (6), resultou no afastamento do militar de suas funções operacionais e na abertura de um procedimento administrativo disciplinar por parte da Polícia Militar da Paraíba.
Segundo o advogado, o agente possui 11 anos de serviços prestados à Polícia Militar, com uma atuação de aproximadamente 9 anos no Batalhão de Choque. A nota enfatiza que o policial não possui registros de processos ou punições disciplinares que maculem sua ficha funcional até o presente momento.
Ao abordar a repercussão das imagens, a defesa sustenta que o caso não deve ser julgado apenas com base em recortes de vídeos que circulam nas redes sociais. “Fatos de elevada repercussão não podem ser analisados exclusivamente a partir de recortes isolados, devendo ser objeto de apuração completa, técnica e imparcial pelos órgãos competentes”, ressalta o documento.
O afastamento do policial foi confirmado pela Polícia Militar da Paraíba neste domingo (7), visando garantir a isenção na investigação sobre a proporcionalidade da força utilizada na abordagem. A vítima da agressão, que sofreu cortes na boca e precisou levar pontos, foi assistida por familiares e, segundo o irmão, identificado como Rhay, está em recuperação.
Por ora, a defesa do policial militar optou por não emitir conclusões antecipadas sobre o episódio, reafirmando o compromisso com o devido processo legal e a presunção de inocência, enquanto aguarda o desenrolar do procedimento instaurado pela corporação para esclarecer os detalhes do contexto que levou à intervenção do agente no evento junino.
© Copyright 2018 - 2026 - Todos os direitos reservados - Painel de controle