04/04/2025 - 16:19 - Política
Após investigação da PF, MPF e CGU, prefeito de Patos exonera funcionária suspeita de desviar recursos públicos
O prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), exonerou a servidora que estava desviando recursos públicos. O crime foi destaque na mídia nacional, depois que uma operação da Polícia Federal (PF) apontou que a servidora participava de um esquema tratavam propina como “beijos” e “cheiros” para despistarem os atos ilícitos.
A PF, Ministério Público Federal (MPF) e a CGU (Controladoria Geral da União) deflagraram a operação em Patos nessa quinta-feira, dia 3 de abril, a 2ª fase da operação Outside com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão autorizados pela 14ª Vara da Justiça Federal de Patos.
A Operação, em sua 1ª fase da investigação, buscava investigar a suspeita de desvios de recursos em obras da prefeitura de Patos, como Alça Sudeste e Avenida Manoel Mota. Foram identificados indícios de sobrepeço, fraude em licitação e desvio de verba pública.
Os desvios foram nas emendas destinadas pelo deputado federal Hugo Motta. O custo da obra seria de cerca de R$ 5 milhões, dinheiro destinado pelo filho do prefeito Nabor.
“Eulanda Ferreira, servidora pública municipal da Prefeitura de Patos, em diversas oportunidades, conforme visto acima, possivelmente solicita, através de emojis de beijos e da expressão cheiro, a André Cesarino, propinas, normalmente em quantias de R$ 500,00, depois de informar que houve pagamento de alguma medição, seja referente às obras licitadas na Concorrência nº 4/2021 ou no Pregão Presencial nº 11/2021”, diz trecho do documento da Justiça Federal.
A servidora Eulanda Ferreira da Silva, vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura do município, e Dayane Days Candeia Cesarino, esposa de André Cesarino, dono da empresa que teria sido beneficiada pelo suposto esquema, foram alvos de busca e apreensão da Polícia Federal, nessa quinta (3).
Policial Federal durante operação da corporação
Além disso, também foi identificado que “existem fortes indícios” de que a servidora estaria atuando na defesa dos interesses de André Cesarino perante a administração pública.
Apesar de a investigação apontar para algumas transferências Pix entre André e Eulanda, o MPF afirma que quem fazia geralmente os pagamentos era Dayane Days, presencialmente, na loja Atacadão das Malhas. O pagamento, segundo a apuração, era feito em espécie ou também através de transferências tipo Pix.
“Por fim, no tocante à Atacadão Malhas, os diálogos anexados permitem inferir que os pagamentos feitos nessa loja eram em espécie e que Dayane Days provavelmente tenha alguma ligação com aquela empresa, atuando, por exemplo, como como funcionária. Portanto, é possível que a empresa esteja envolvida nos pagamentos feitos à Eulanda Ferreira”, diz trecho da decisão.
Procurados para dar esclarecimentos sobre o crime, o deputado federal Hugo Motta e André Cesarino preferiram não se manifestar.
Blog do Jordan Bezerra | Policial
Com informações de Metrópole
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