23/06/2026 - 09:54 - Política
PF deflagra operação que investiga banco controlado por Edir Macedo e bloqueia até R$ 670 milhões
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo a gestão do Banco Digimais, instituição controlada pelo empresário e líder religioso Edir Macedo. A ação foi realizada em São Paulo, onde foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal.
Além das diligências, a decisão judicial determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores que podem alcançar R$ 670 milhões. Edir Macedo aparece entre os alvos da investigação por ser o controlador da instituição financeira, embora a apuração esteja concentrada na condução administrativa do banco.
Segundo a Polícia Federal, o inquérito foi instaurado a partir de informações e relatórios técnicos elaborados pelo Banco Central do Brasil. Os documentos apontariam indícios de irregularidades na administração da instituição, levantando suspeitas sobre a forma como resultados financeiros e dados contábeis teriam sido apresentados aos órgãos de fiscalização.
As investigações indicam que gestores do banco teriam promovido alterações em balanços e demonstrativos financeiros para mascarar a real situação econômica da empresa. A suposta prática teria criado uma aparência artificial de solidez financeira, dificultando a identificação de problemas patrimoniais pelos órgãos reguladores.
De acordo com a PF, o esquema também pode ter contribuído para a supervalorização de ativos e para a geração fictícia de receitas em valores expressivos. Os investigadores apuram se essas operações foram utilizadas para melhorar indicadores financeiros e sustentar uma imagem de estabilidade da instituição perante o mercado.
Outro foco da investigação envolve movimentações financeiras consideradas suspeitas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível inserção de informações falsas em sistemas oficiais utilizados pelo órgão regulador. A Polícia Federal informou que as apurações seguem em andamento para identificar a participação de cada investigado e dimensionar os prejuízos eventualmente causados ao sistema financeiro nacional.
Assessoria
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