06/10/2026 - 19:42 - Política
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As urnas de 2026 produziram cenários diferentes para os candidatos ligados a Patos que disputaram vagas no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Paraíba. Enquanto algumas candidaturas conseguiram alcançar votações expressivas, outras terminaram a disputa com números mais modestos e ficaram longe de conquistar uma cadeira.
No Senado, a principal aposta eleitoral do município foi Nabor Wanderley (Republicanos). O ex-prefeito de Patos alcançou 895.723 votos em toda a Paraíba, correspondentes a 20,91% dos votos válidos, sendo 32.347 deles no próprio município.
Apesar da votação, Nabor não conseguiu ficar entre os dois candidatos eleitos. Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que buscava a reeleição, recebeu 974.550 votos, equivalentes a 22,76% dos votos válidos. A diferença entre os dois candidatos foi de 79.152 votos.
O resultado deixou Nabor fora do Senado, mas confirmou uma presença relevante de sua candidatura no cenário estadual, especialmente considerando uma disputa que reuniu nomes com diferentes estruturas políticas e bases eleitorais.
Candidaturas à Câmara tiveram votação reduzida
Na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados, candidatos ligados a Patos também encerraram a eleição com números distantes daqueles necessários para conquistar uma cadeira.
Germana Wanderley (PSD), esposa do ex-deputado Érico Djan, recebeu 621 votos em toda a Paraíba. Desse total, 477 foram registrados em Patos.
Silvio Soares (PSD), natural de São José de Espinharas e com trajetória política ligada a Patos, teve 259 votos no estado, sendo 158 no município.
As votações evidenciam a dificuldade de candidaturas que disputaram a eleição sem uma estrutura eleitoral capaz de alcançar uma quantidade maior de municípios e reunir uma base mais ampla de eleitores.
Disputa pela Assembleia também foi marcada pela pulverização dos votos
Entre os candidatos de Patos que concorreram à Assembleia Legislativa, os resultados também foram variados.
Sargento Cleber (PL) terminou com 446 votos em todo o estado, sendo 248 em Patos. Edleudo Lucena (PT) recebeu 1.043 votos, dos quais 659 foram conquistados no município.
Toinho Nascimento (MDB) contabilizou 560 votos na Paraíba, com 247 em Patos. Josivan Antero (UP) alcançou 1.125 votos no estado, sendo 817 na cidade.
Sávio Salvador (PDT), por sua vez, obteve 454 votos em toda a Paraíba e apenas 94 em Patos.
Entre os candidatos patoenses que não conquistaram uma cadeira na Assembleia, Cicinho Lima (Republicanos) apresentou uma votação mais elevada. Foram 8.137 votos em todo o estado, sendo 1.923 no município de Patos.
Embora o desempenho não tenha sido suficiente para garantir a eleição, o resultado colocou Cicinho entre os nomes locais com maior votação na disputa proporcional pela Assembleia.
Olívia Motta foi destaque entre os candidatos locais
Um dos resultados de maior destaque entre os nomes ligados a Patos foi o de Olívia Motta (Republicanos). Médica, ela pertence a uma família com longa trajetória política no município: é filha do ex-prefeito Nabor Wanderley, neta da deputada estadual Francisca Motta e irmã do deputado federal Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados.
Olívia conquistou quase 70 mil votos em toda a Paraíba e alcançou a maior votação entre as candidatas eleitas para a Assembleia Legislativa. Em Patos, foram 17.853 votos.
O desempenho demonstra a força eleitoral da candidatura e do grupo político ao qual Olívia está ligada, especialmente no município onde sua família mantém uma trajetória política conhecida.
Candidatos de outras regiões também conquistaram espaço em Patos
A votação registrada em Patos também revela que a disputa pelo eleitorado local não ficou restrita aos candidatos naturais ou politicamente vinculados ao município.
Nomes de outras regiões conseguiram reunir votações significativas na cidade, muitos deles contando com apoio de lideranças locais e estruturas políticas consolidadas.
Dr. Jarques (Republicanos), ex-prefeito de São Bento, recebeu 1.403 votos em Patos. Na cidade, sua candidatura contou com o apoio do ex-prefeito e ex-deputado Monaci Marques.
Outro candidato com votação expressiva no município foi Zezé (Republicanos), ex-prefeito de Santa Luzia, que obteve 1.056 votos.
Também tiveram desempenho relevante em Patos Dr. Jeferson (PT), com 1.084 votos; Sargento Neto (PL), com 774; Jô Oliveira (PCdoB), com 659; e Cida Ramos (PT), com 524.
A distribuição dos votos mostra um cenário de forte concorrência pelo eleitorado patoense. Além das candidaturas locais, nomes de outras regiões conseguiram estabelecer bases de apoio e conquistar parcelas importantes dos votos no município.
Resultado deixa cenário para análise dos grupos políticos
O resultado das eleições de 2026 apresenta um novo retrato da disputa política em Patos. O município continua sendo um dos principais colégios eleitorais do Sertão e permanece como espaço estratégico para candidaturas proporcionais e majoritárias, mas os números mostram que a origem ou a ligação com a cidade, por si só, não garante uma votação suficiente para conquistar um mandato.
A presença de candidatos apoiados por grupos políticos de outras regiões contribuiu para ampliar a disputa pelo eleitorado local, enquanto as alianças e estruturas construídas durante a campanha tiveram peso na distribuição dos votos.
Nabor Wanderley conseguiu uma votação expressiva em âmbito estadual e terminou a disputa pelo Senado a 79.152 votos de Veneziano Vital do Rêgo, que ficou com uma das vagas. Na disputa proporcional, entretanto, a maioria dos demais candidatos ligados a Patos não conseguiu transformar suas votações locais em mandatos na Câmara Federal ou na Assembleia Legislativa.
Ao mesmo tempo, a votação de Olívia Motta reforçou a capacidade eleitoral do grupo político ao qual pertence. O resultado geral mostra, ainda, que o eleitorado de Patos foi dividido entre diferentes candidaturas e projetos políticos, incluindo nomes com bases construídas fora do município.
Blog do Jordan Bezerra
Com informações do A Fonte
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