22/01/2019 - 18:40 - Opinião
Paulo Duarte
Algumas perguntas que foram feitas muito antes do advento do cristianismo se encontram abertas, e até o presente momento não se teve uma resposta convincente ou satisfatória. E de fato, a vida não passa de uma vela acesa, estamos aqui a penas para um breve passeio.
Todas as coisas que se encontram ao nosso redor deixarão de existir um dia. Até mesmo o nosso Sol, essa estrela simples, se encontra com os seus dias contados. Sabe-se que no universo toda estrela nasce, cresce e morre.
Segundo Carlos Rovelli “dentro do universo movem-se a luz e as coisas. A luz é constituída de fótons, as partículas de luz intuídas por Einstein.
As coisas que vemos são feitas de átomos. Cada átomo é um núcleo com elétrons ao redor. Cada núcleo é constituído de prótons e nêutrons, unidos uns aos outros.
Tanto os prótons e nêutrons são feitos de partículas ainda menores, que o físico americano Murray Gell-Mann batizou de ‘’quarks’’ todas as coisas que tocamos, portanto, são compostas de elétrons e desses quarks.
A força que mantém colados os quarks no interior dos prótons e dos nêutrons é gerada por outra partícula. ’’ Como se observou, são essas partículas subatômicas que formam todas as coisas em nossa volta.
Portanto, vivemos em uma realidade aparente. Mas o que seria essa realidade? E quem somos nós dentro desse contesto misterioso?
Para Rovelli também somos feitos apenas de quanta e de partículas. Mas, então, de onde vem aquela sensação de existir singularmente e em primeira pessoa, que cada um de nós experimenta?
Essa pequena reflexão nos mostra o quanto nossas compreensões sobre as coisas são limitadas. E como já dizia um filósofo: o homem é um mistério para ele mesmo.
Por Paulo Duarte
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