22/05/2026 - 23:45 - Política
O ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho esteve em Patos, no Sertão paraibano, na manhã desta sexta-feira (22), dando sequência a uma série de compromissos e entrevistas pela região.
Durante participação no programa Contexto News, Ricardo voltou a fazer críticas ao atual cenário político estadual, especialmente à possível candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro, que conta com apoio do PT nacional. Segundo o ex-governador, o posicionamento político do grupo governista não estaria alinhado às diretrizes defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Sem posição política não dá. Não adianta estar acendendo uma vela a Deus e ao diabo”, pontuou Ricardo ao argumentar que a família Ribeiro tem realizado alianças contrárias à agenda do Governo Lula. Ele chamou os deputados que votaram contra a indicação de Jorge Messias ao STF de “bando de irresponsáveis”.
Na entrevista, Ricardo também comentou sobre a votação envolvendo a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A senadora Daniella Ribeiro não revelou publicamente seu voto, enquanto o senador Efraim Filho votou contra a indicação. Já o senador Veneziano Vital do Rêgo, aliado do governo federal, votou favoravelmente.
O ex-governador afirmou ainda ter decidido retirar apoio político ao governador Lucas Ribeiro e acusou integrantes da comunicação governamental de atuarem para desgastar sua imagem.
“De ontem para hoje eu decidi que não voto mais em Lucas. Eu não voto na candidatura de Lucas porque eles montaram um gabinete do ódio, um gabinete do mal dentro da Secom, comandado por um milionário chamado Nonato Bandeira, onde jogam mentiras sobre mentiras, tentando confundir a opinião pública”, afirmou o ex-governador.
Segundo Ricardo Coutinho, parte das críticas direcionadas à Parceria Público-Privada (PPP) da Cagepa estaria sendo atribuída a ele por meio de articulações políticas e midiáticas. O ex-gestor tem se posicionado contrário ao modelo adotado para o serviço de esgotamento sanitário.
A PPP em discussão envolve a operação do sistema de esgotamento sanitário da Cagepa, cujo leilão foi realizado na B3, em São Paulo. A empresa vencedora foi a multinacional espanhola Acciona, que ficará responsável pela operação em parte da Paraíba nos próximos anos.
Durante a entrevista, Ricardo também descartou qualquer aproximação política com o ex-governador João Azevêdo.
“Com João Azevêdo não há conversa. Ele faz mal à política, eu sei disso. E se eu sei disso, se eu me convenci disso, eu não posso achar que vou concordar com esse malefício”, declarou ao comentar sobre o candidato ao Senado.
Ao ser questionado sobre uma eventual aliança com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, Ricardo também demonstrou posicionamento contrário.
“Tenho uma profunda discordância com os métodos, com as posições que Hugo Motta vem assumindo dentro da Câmara. Acho que ele é um fator de instabilidade na democracia brasileira”, disse.
Ao final da entrevista, Ricardo Coutinho afirmou acreditar que a Paraíba atravessa um processo de fortalecimento de grupos familiares tradicionais no poder, avaliando que o estado pode voltar a viver um cenário de domínio político oligárquico nas próximas décadas.
Blog do Jordan Bezerra
Com informações do Contexto News
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