05/04/2026 - 16:17 - Opinião
Miguel Lilioso
Neste 5 de abril, o calendário marca meia década desde que a voz de Miguel Lilioso de Lucena silenciou. São cinco anos de uma ausência física que, contraditoriamente, se faz presença constante em cada canto da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes, em Catingueira, e no coração de sua amada esposa, Maria do Socorro, de seus filhos e netos.
Aos 75 anos, Miguel partiu, mas deixou plantada uma semente que o tempo só faz florescer. Natural de São José de Espinharas — que, à época, pertencia ao município de Patos-PB —, ele era casado com Maria do Socorro Bezerra Régis, com quem teve 12 filhos: João Neto, José Roberto, Jamerson, Jânio, Valdecira, Jordan, Jairo, Luciana, Francisco, Miguel Júnior, Helton Jonas e Maria de Lourdes. Deixou também 13 netos e uma legião de amigos.
Meu pai era um verdadeiro "fazedor de amigos". Por onde passava, demonstrava ser um homem de bem, cheio de virtudes e qualidades. Cada conquista da família nestes últimos cinco anos foi celebrada com o pensamento nele, como se o seu sorriso de aprovação ainda pudesse ser visto nas paisagens do sertão de Catingueira.
Seu Miguel sempre dizia que "morre o homem e fica o nome". Hoje, cinco anos depois, essa frase é uma certeza absoluta. O homem partiu, mas o nome Miguel Lilioso permanece como sinônimo de integridade, amizade sincera e de um coração que nunca soube dizer não a quem precisava. Ele sempre defendeu que o bem mais precioso da família deve ser a UNIÃO, a fraternidade, o respeito e os valores cristãos.
A saudade ainda pulsa e é dolorosa, mas vem acompanhada de um orgulho imenso. O sertão e os seus perderam um grande homem, mas o céu mantém, há cinco anos, uma luz que nunca se apaga.
O que nos resta é rezar pelo senhor e lutarmos para trilharmos seus valores e ensinamentos, pois eles são um norte para todos nós. A Deus muito obrigado pelo pai que nos deu.
Descanse em paz, meu pai, Miguel Lilioso. Sua história é eterna!
Por Jordan Bezerra
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